A candidíase vaginal é uma infecção fúngica bastante comum, causada principalmente pela Candida albicans. Ela pode acometer mulheres de todas as idades e, em muitos casos, tende a recorrer — o que afeta a qualidade de vida, o bem-estar íntimo e até a autoestima.

Além do tratamento com medicamentoso, existem medidas comportamentais simples e eficazes que ajudam (e muito!) a evitar novos episódios. Vamos entender?


1. Diga sim às calcinhas de algodão

Tecidos sintéticos como poliéster e renda não permitem a ventilação adequada da região íntima, retendo calor e umidade (o ambiente perfeito para a proliferação de fungos). Prefira calcinhas de algodão, que são mais respiráveis e ajudam a manter a vulva seca.


2. Sabonete íntimo? Só se for neutro — e só na vulva

O uso de sabonetes com perfumes, corantes ou pH inadequado pode causar desequilíbrio da flora vaginal. O ideal é usar sabonete neutro, e apenas na parte externa (a vulva). A parte interna da vagina se limpa sozinha — não precisa e nem deve ser lavada com sabonete.


3. Nada de ducha vaginal

A ducha vaginal altera o pH e a flora natural da vagina, favorecendo o crescimento da Candida. Mesmo que pareça uma forma de “limpeza”, o hábito pode prejudicar a defesa natural da região íntima.


4. Cuidado com o excesso de açúcar e carboidratos refinados

A Candida se alimenta de glicose. Dietas ricas em açúcar, pães, massas e doces podem aumentar a chance de recorrência da candidíase. Isso não significa cortar tudo, mas buscar equilíbrio com uma alimentação mais natural e com menos alimentos ultraprocessados pode ajudar.


Candidíase recorrente é comum, mas não deve ser normalizada

Se você tem quatro ou mais episódios de candidíase por ano, isso já é considerado um quadro de candidíase recorrente. Nesses casos, além dos cuidados do dia a dia, pode ser necessário investigar outras causas (como Candida não albicans, diabetes ou alterações na imunidade) e até seguir protocolos específicos de tratamento prolongado.

Procure sempre o acompanhamento de um ginecologista. Cada caso merece uma avaliação individualizada!


Referências

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Infecções Vulvovaginais – Candidíase. 2021.

  • American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Vaginitis in Nonpregnant Patients. Practice Bulletin No. 215, 2020.